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História do atendimento telefônico (parte 1)

O trabalho de prevenção do suicídio teve início em 1935 com o então jovem sacerdote Chad Varah. O rapaz fora designado para ajudar no funeral de uma garota que havia se matado por vergonha, pois suspeitava ter contraído alguma doença venérea. Qual não foi a surpresa do jovem sacerdote quando descobriu que a garota suicida não padecia de nenhuma doença, mas simplesmente vivenciara sua primeira experiência com a menstruação.

Chad Varah, muito comovido com o ocorrido, diz a si mesmo: “Pequena garota, eu não a conhecia, mas você mudou o resto de minha vida”. Neste dia ele jurou difundir a educação sexual e ajudar as pessoas que pensavam em suicídio e não tinham para quem pedir ajuda.

Ele iniciou sua jornada com um simples anúncio em um jornal local convidando, para sua igreja, pessoas que necessitavam de ajuda e pessoas que gostariam ajudar. No dia seguinte ao anúncio ele recebeu a visita de uma pessoa que atravessou o canal da mancha apenas para ser ouvida.

Os atendimentos aumentaram e logo ele notou algo que o surpreendeu: as pessoas que chegavam em sua igreja eram auxiliadas por suas assistentes, que lhe ofereciam uma xícara de chá e sentavam para conversar até que elas pudessem ser atendidas pelo próprio Chad. Contudo, muitas dessas pessoas, após terem exposto seus problemas para as assistentes, sentiam-se melhor e iam embora sem conversar com ele. O atendimento emergencial era mais simples do que ele mesmo pensava.

Continua...